Tabela de Nox
Nox Fixo :
Família 5A ____ -3
Família 6A ____ -2
Família 7A ____ -1
Família 1A,HG,H (Geralmente) ___ +1
Za,Zn e Cd ___ +2
Al,Bi e B ___ +3
O (Geralmente) ___ -2
Família 1A ____ +1
Família 2A ____ +2
Família 3A ____ +3
Nox Variável:
Família 4A ___ +2,+4
Família 5A ___ +3,+5
Família 6A ___ +4,+6
Família 7A ___ +1,+3,+5,+7
Fe,Co,Ni ___ +2,+3
Hg e Cu ___ +1,+2
Mn ___ +2,+3,+4,+6,+7
Cr ___ +2,+3,+6
Au ___ +1,+3
Pt ___ +2,+4
domingo, 25 de outubro de 2009
Postado por Felicidade Sintética às 17:59 0 comentários
“Anarquistas,graças a Deus”
A obra de Zélia Gattai,”Anarquistas,Graças a Deus”,através das lembranças de Zélia,menina para quem a vida mesmo nos momentos mais adversos ou indecifráveis nunca perdeu o encanto,desenrola-se o cotidiano da família Gattai, imigrantes italianos que vieram para o Brasil perseguindo o sonho da Colônia Santa Cecília, reduto anarquista, e que viveram em São Paulo nos anos 10 e 20, acompanhando o crescimento da cidade.
A determinação de seu Ernesto e a paixão pelos automóveis,a convivência diária com os irmãos e a dona Angelina,os sábios conselhos da babá Maria Negra,as idas ao cinema,ao circo e à escola,as viagens em grupo,o avanço da cidade e da política.
O anarquismo
Anarquia significa ausência de coerção e não a ausência de ordem,como muitos confundem.Esse conceito errado de anarquia na verdade chama-se anomia,e é praticamente oposto ao movimento anarquista.Os anarquistas,na verdade,acreditam no desenvolvimento heterodoxo do pensamento e do ideal libertário como um todo, não idolatrando nem privilegiando qualquer escritor ou teórico desta vertente de estudos. George Woodcock descreve com aptidão esse posicionamento libertário:
“Toda a posição do anarquismo é completamente diferente de qualquer outro movimento socialista autoritário. Ela tolera variações e rejeita a ideia de gurus políticos ou religiosos. Não existe um profeta fundador a quem todos devam seguir. Os anarquistas respeitam seus mestres, mas não os reverenciam, e o que distingue qualquer boa compilação que pretenda representar o pensamento anarquista é a liberdade doutrinária com que os autores desenvolveram idéias próprias de forma original e desinibida.”
Anarquismo não é doutrina, não é religião, portanto não reverencia nenhuma espécie de livros ou obras culturais, nem linhas metodológicas rígidas, o que o definiria infantilmente enquanto ciência constituída. As obras concernentes ao anarquismo são, no máximo, fontes de experiências delimitadas histórica e conjunturalmente, passíveis de infinitas adaptações e interpretações pessoais.
Em síntese, o anarquismo é convencionado entre os libertários como sendo a emergência de um sentimento puro, sob o qual cada adepto deve desenvolver dentro de si mesmo o seu próprio instrumental intelectual para legitimá-lo e, mais do que isso, potencializá-lo abstracional e concretamente.A Liberdade é a base inconteste de qualquer pensamento, formulação ou ação anarquista, representando o elo sublime que conjuga de forma plena todos os anarquistas. Assim, entre os anarquistas, a Liberdade deixa apenas o plano abstracional (do pensamento) para ganhar uma funcionalidade prática, sendo o símbolo e a dinâmica do desenvolvimento humano real.Na ótica anarquista, a revolução social consistiria na quebra drástica, rápida e efetiva do Estado e de todas as estruturas, materiais e não-materiais, que o regiam ou a ele sustentavam. Este princípio é primordial na diferenciação da vertente de pensamentos libertária em relação a qualquer outra corrente ideária. É a diferença básica entre o Socialismo Libertário e o Socialismo Autoritário.
Bakunin
Mikhail Aleksandrovitch Bakunin foi um teórico político russo, um dos principais expoentes do anarquismo em meados do século XIX.Nascido no Império Russo de uma família proprietária de terras de linhagem nobre, Mikahil Bakunin passou sua juventude em Moscou estudando filosofia e começou a freqüentar os círculos radicais onde foi em grande medida influenciado pelas ideias de Alexander Herzen. Deixou a Rússia em 1842 mudando-se para Dresden (Alemanha), e depois para Paris (França), onde conheceu grandes pensadores políticos entre estes George Sand, Pierre-Joseph Proudhon e Karl Marx.
Foi deportado da França por discursar publicamente contra a opressão russa na Polônia. Em 1849 foi preso em Dresden por sua participação na Rebelião de 1848. Levado de volta ao Império Russo, foi aprisionado na Fortaleza de Pedro e Paulo em São Petersburgo, permanecendo preso até 1857, quando foi exilado em um campo de trabalhos forçados na Sibéria. Conseguiu escapar do exílio na Sibéria indo para o Japão, chegou aos Estados Unidos, e de lá retornou para Londres e por lá ficou durante um curto período em que juntamente com Herzen colaborou para o periódico Radical Kolokol ("O Sino"). Em 1863 Bakunin partiu da Inglaterra para se juntar a insurreição na Polônia, mas não conseguiu chegar ao seu destino permanecendo algum tempo na Suíça e na Itália.
Apesar de ser considerado um criminoso pelas autoridades religiosas e governamentais, já naquele período, Bakunin havia se tornado uma figura de grande influência para a juventude progressista e revolucionária, não só na Rússia, mas por toda a Europa. Em 1868, tornou-se membro da Associação Internacional de Trabalhadores, uma federação de progressistas e organizações sindicais com seções em grande parte dos países europeus.
Em 1870, tomou parte na insurreição de Lyon, um dos principais precedentes da Comuna de Paris. Em 1872 Bakunin havia se tornado uma figura influente na AIT, fazendo com que, através de suas posições o congresso ficasse dividido em duas tendências contrapostas: uma delas que se organizava em torno da figura de Marx que defendia a participação em eleições parlamentares e a outra, de caráter libertário, se opunha a esta participação considerada não revolucionária, se articulava em torno de Bakunin.
A posição defendida pelo círculo de Bakunin acabaria sendo derrotada em votação, e ao fim do congresso, Bakunin e muitos membros foram expurgados sob a acusação de manterem uma organização secreta dentro da Internacional. Os libertários, entre eles Bakunin responderam a acusação afirmando que o congresso fora manipulado, e que por esse motivo organizariam sua própria conferência da Internacional em Santo-Imier na Suíça depois de 1872.
Bakunin manteve-se envolvido com muita atividade no âmbito dos movimentos revolucionários europeus. De 1870 à 1876, escreveu grande parte de sua obra, textos como Estadismo e Anarquia e Deus e o Estado. Apesar de sua saúde frágil, tentou tomar parte em uma insurreição em Bolonha, mas foi forçado a retornar para a Suíça disfarçado, para receber tratamento médico. Mais tarde, morando em Lugano conviveu com Errico Malatesta.
No final de sua vida com muitos problemas de saúde, foi levado da Itália para um hospital em Berna, onde morreu em 1876.
Bakunin é lembrado como uma das maiores figuras da história do anarquismo e um oponente do Marxismo em seu caráter autoritário, especialmente das ideias de Marx de Ditadura do Proletariado. Ele segue sendo uma referência presente entre os anarquistas da contemporaneidade, entre estes, nomes como Noam Chomsky
Postado por Felicidade Sintética às 17:58 0 comentários
O que restou de nós

Eu comecei me despindo aos poucos. Primeiro as roupas, depois as lembranças que ainda restavam de ti. Me joguei entre os lençóis e lá fiquei, apenas sentindo o gosto amargo do fim - fim no qual eu havia colocado um ponto final. Sempre foi fácil demais para você aceitar as coisas, assim como quando nos apaixonamos. Era algo totalmente fora de cogitação no momento, mas você agiu como se fosse totalmente natural e continuou sorrindo aquele teu sorriso meio torto, meio de lado. Fazia frio la fora, mas ali onde eu estava o calor tomava conta. Talvez fosse o calor de seu corpo que ainda permanecia intacto em mim. Calor no qual eu queria que fosse embora o mais rápido possível, quem sabe assim eu voltaria a te querer para me aquecer todas as noites... Estiquei as pernas e esbarrei no rádio, que começou a tocar. A música era a trilha sonora do nosso amor, Seaside. As lembranças foram inevitáveis: os fins de tarde nos quais nos abrigávamos em baixo daquela velha árvore e olhávamos o sol se pôr abraçados; as noites de frio no qual o teu corpo me proporcionava calor e prazer de uma forma inexplicável. Dizer que não preciso de ti, é como dizer que só por hoje não vou respirar. É algo impossível de se proferir mas, eu não me sinto mais como antes. Não sinto mais as borboletas em meu estômago festejando a cada toque seu, não me sinto mais completa ao acordar pela manhã e saber que você está ao meu lado me dando todo carinho no qual eu preciso. A chama se apagou.Naquele dia, passei o resto da tarde deitada. Eu e meus devaneios, mais ninguém. Quando finalmente me dei por satisfeita e resolvi andar pelo quarto a procura de qualquer vestígio que ainda restasse de você, já era noite. Abri as portas do armário, as gavetas, os pequenos compartimentos da cômoda. Em todos os lugares eu sentia teu cheiro. No fundo daquela gaveta onde você costumava guardar os teus CDs eu a encontrei, aquela sua camisa branca que ainda continha marcas. As do meu batom coral e as da nossa primeira noite juntos. Vesti a camisa - já havia me esquecido que estava despida - e voltei à cama. O teu cheiro, que permaneceu intacto na camisa, estava tomando conta do quarto e de minha pessoa também. Sendo assim, foi impossível as lembranças daquela noite não retornarem com uma velocidade incrível à minha mente. Fechei os olhos, e foi como se eu pudesse sentir novamente o seu toque, a ponta de seus dedos passando suavemente por cada milímetro do meu corpo. Sua respiração afobada, minhas unhas cravadas em sua pele. Os arranhões, as súplicas e carícias. Era como se eu sentisse tudo outra vez, inclusive o fogo que me consumia aos poucos. Apesar de tentar negar, uma ponta de arrependimento passou por mim ao saber que eu havia provocado o fim da nossa história.Como já era de se esperar, anoiteceu e eu não preguei os olhos nem um segundo. O sentimento de culpa e de arrependimento tomou conta de mim de uma forma, que a minha maior vontade era sair correndo por aquela porta e dizer que tudo que eu disse foram apenas palavras cuspidas e que eu quero você de volta. Junto com seu abraço, seu beijo, seu amor.
Mas não. Eu sabia que eu era orgulhosa demais para isso. Fiz e falei coisas sem pensar e agora só me resta suas lembranças e aquela tua camisa com seu cheiro e nossas marcas.
Voltei a andar, agora pela casa. Sua escova de dentes ainda estava no armarinho do meu banheiro, junto com aquele teu perfume que eu simplesmente amo. Passando pela sala, hesitei em pegar o telefone e te ligar só pra ouvir a sua doce voz - seria covardia demais e no mesmo instante você saberia quem seria a única mulher com distúrbios que, após te mandar para fora lhe dizendo que seu amor já não bastava para ela, te ligaria de madrugada e ao invés de um Oi, diria Adeus.
Vesti aquela minha velha calça que você gostava e o all star azul surrado. Sai por aí, sem rumo.
Talvez em direção a você, talvez na direção oposta.Eu desci pelo elevador lembrando que aquelas paredes já viram e ouviram muitas coisas sobre nós: brigas, declarações, beijos ardentes e pervertidos. Ao sair do ap e olhar para aquela rua, foi como se revivesse a noite em que chovia forte e nós nos beijamos entre os pingos de chuva, depois de uma briga que durou exatas 23 horas. Nós nunca conseguíamos passar muito tempo um sem o outro... A angústia ainda tomava conta do meu peito, eu havia me arrependido e isso era fato, mas era orgulhosa demais para voltar atrás. Em um momento, meus passos largos deram lugar a algo mais rápido, algo como uma corrida em direção a lugar algum. Foi quando eu avistei aquele parque em que passávamos os finais de tarde.
O cansaço começava a se manifestar no momento em que me joguei na grama fofa e fiquei deitada observando as nuvens: era um dos nossos programas favoritos, apesar de simples. Revirei de um lado ao outro, até quando resolvi lhe escrever essa carta.
Sabe, nesses dois dias que se sucederam á nossa separação, eu passei todos os segundos tentando reacender aquela chama que eu senti apagada. Mas de nada adiantou, eu continuo fiél em minha decisão de te tirar para sempre da minha vida.
Passe em casa qualquer dia desses, aquela sua camisa, apesar de molhada com minhas lágrimas, continua lá.
Postado por Felicidade Sintética às 13:33 0 comentários